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Jalapão – O Brasil que você não conhece!

Com uma área de 34 mil km² no meio do cerrado, no estado do Tocantins, o Jalapão é um dos roteiros de ecoturismo mais bonitos e surpreendentes do Brasil. Englobando vários municípios e diferentes áreas de preservação, o roteiro feito geralmente de 4 a 6 dias nos leva a um contado direto com a natureza e o povo local em uma experiência poucas vezes possíveis no quadro do turismo brasileiro.
Sem estradas pavimentadas, infraestrutura limitada, acomodações e restaurantes, na maioria das vezes, bastante simples, o roteiro é uma campo aberto para imprevistos – e para mim – por isso mesmo, espetacular.
Definitivamente não é uma viagem para qualquer um. São em média 1600km rodados em uma 4×4 no meio de areais, estradas ruins, cidades sem estrutura, mas em um cenário heterogêneo e maravilhoso. É uma viagem de experiência, bruta, cansativa e extremamente compensadora.
Um roteiro que nos tira das bolhas urbanas que vivemos e nos leva a redimensionar  nosso conhecimento cultural e social do país; além do reconhecimento do Cerrado, pouco desbravado, com paisagens e fauna pouco conhecidos, como nosso. Diferente dos esteriótipos antagônicos do tropical e do sertão que muramos em nossas mentes como Brasil.
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Como chegar e tour p Otimizar
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A entrada se faz por Palmas e de lá um carro 4×4 te encaminha aos vários destinos. Existem várias empresas que fazem os roteiros, mas eu levei em considerações dois fatores:
1o) Tamanho da empresa e, portando, dos grupos e a possibilidade de flexibilizar o roteiro. Passeios fechados, para mim, possuem vários inconvenientes. O azar de pegar uma turma mala, pontos turísticos lotados, sem a chance do contado íntimo com o local, horários inflexíveis que quebram nossas experiências e bem estar… portanto é bem legal ter um contato mais próximo com o guia antes de decidir.
 2o) Conforto dos carros. São rodados 1600km em médias. Horas dentro de um carro entre um ponto e outro. Escolhi carros fechados e com ar condicionado. Além da poeira, o Jalapão pode chegar a 50oC.
Como faço sempre minhas viagens de forma independente, tenho muita resistência a comprar tours fechados, mas nas minhas pesquisas percebi que esse seria o melhor jeito de otimizar minha viagem. E confirmei lá – Além das estradas ruins e acessos difíceis, os lugares não são sinalizados, tornando quase impossível descobrir os pontos de interesse sozinho.
FELIZMENTE encontrei o casal OURIQUE. O Manuel é um guia foda! Engraçado pra caramba, pilotaço para o Jalapão, colocou meu grupo (de apenas 6 pessoas) quase sempre sozinhos nos lugares, mandou super bem em rangos fartos e em contato com o povo local mesmo. A Fafa, da base acompanhou tudo facilitando o que era necessário. E ainda rolou com ela um dia massa nas cachoeiras de Taquarussu. Recomendo demais a Company Ourique! PS* – Não é Jabá, pois escolhi e paguei meu passeio.
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Quando ir
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O Jalapão é um destino para todas as temporadas, mas já adianto de cara que seria melhor evitar férias de janeiro/julho e os feriados. O passeio perde um pouco do encanto lotado de turistas.
Entre maio e setembro é raro chover e os dias são quentes com noites frescas e as estradas estão em melhores condições. Novembro a março chove mais, os dias serão mais frescos, mas as noites quentes.
 Setembro foi o mês que escolhi. É o mês mais quente, mas é a época de ver o capim, de fato, dourado. São comuns as queimadas do Cerrado nesta época, o que me propiciou assistir os inúmeros gaviões caboclo que cercam a área para caçar os animais que fogem do fogo.
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O que é um fervedouro?
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Estes são, sem dúvidas, os maiores atrativos do Jalapão e por isso achei melhor explicá-los antes da minha lista do que não pode ficar de fora no seu roteiro.
O que se vê é uma lagoa cristalina – no Jalapão elas estão cercadas por bananeiras – onde a água parece ferver por causa do movimento da areia no fundo e as bolhas que sobem para a superfície.
Na verdade, apesar da temperatura mais morna que nos rios, ela não está quente. Abaixo dos fervedouros existem lençóis freáticos  encarcerados entre a rocha impermeável por baixo e uma camada de areia fininha por cima.
Como a água não consegue permear a rocha, ela sobe e nasce com muita pressão. Isso empurra a areia que mistura com a água aumentando bastante a densidade e criando um empuxo muito maior que o normal.
Como nossos corpos ficam com a densidade menor que a da água é impossível afundar. Numa das brincadeiras que fizemos eu pedi para o     amigo mais pesado do grupo jogar seu peso sobre mim e o máximo que consegui foi encher minha sunga de areia (a qual estou tirando até hoje!)
 
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O que não pode ficar de fora!
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Existem diferenças entre os roteiros de cada empresa, além do tempo disponível que você terá para curtir o Jalapão. Então fiz um esqueminha que talvez facilite a sua escolha e/ou negociação.
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Qualquer Fervedouro
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Eles são o carro chefe do Jalapão. Quanto mais melhor. Cada um tem uma sensação de empuxo diferente. São lindos, divertidos e únicos. Mesmo estando em várias viagens de ecoturismo pelo mundo, nunca vi nada parecido.
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Cachoeira da Formiga
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Não é uma Cachoeira comum. Se não estivesse em um ambiente tão bruto eu poderia jurar que era fake. A água é cristalina, o fundo de areia branca dá um aspecto de piscina, um Caribe de rio numa comparação tosca. Além da água bem mais morna e confortável que as minhas geladas cachoeiras da região sudeste.
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Pôr do Sol na Pedra Furada e no Morro Vermelho
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Viagem de Ecoturismo tem que rolar um pôr do sol maneiro. Esses dois foram meus preferidos.
Eu gostei das Dunas, mas foi diferente do que pensei ou vi em fotos. O entardecer é lindo, mas não achei o lugar extraordinário (talvez não deveria ter visto tantas fotos). Achei o lugar fotogênico e só. Rs. Além da multidão que assistiu junto com a gente. Único ponto em que compartilhamos a experiência com tantas pessoas.
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Rafting na Cachoeira da Velha
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A Cachoeira é linda por si só é renderá fotos belíssimas, mas a experiência não estará completa sem o rafting.
Na verdade não é um raaaaaaaaafting, eles chamam de rafting expresso. Todo o passeio (pago à parte – conseguimos por R$120,00) dura 1 hora, entre aulinha de noções básicas de manobras, travessia e banho; mesmo assim o rafting te leva ao outro lado da cachoeira (visto só dessa forma), um banho debaixo e atrás do véu da queda, a adrenalina rápida das corredeiras e um banho numa Prainha foda.
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Nascer do Sol na Serra Espírito Santo
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Meu grupo foi meio resistente ao passeio, mas eu curti. Era o que eu esperava e um visual incrível. Saímos às quatro da madrugada e depois de uma subida moderada (não para todos) assistimos o sol surgir entre os tabuleiros do cerrado. Passeio opcional. Paguei R$75,00, mas o preço pode variar dependendo de quantas pessoas do grupo irão fazer.
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Comprar um Souvenir de capim dourado diretamente dos artesões.
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1 Comentário

    Danyelle | Em 30/10/2017
  1. O Jalapão é realmente um lugar incrível!!! E o grupo foi excepcional… Saudades
    Ah!! Eu resisti sim ao passeio, por que existe uma preguicinha dormente em mim… mas realmente é um passeio diferente e uma bela vista…kkkk
    bjos