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O que Você Precisa Saber – Fernando de Noronha

O paraíso pernambucano não precisa de ângulos estratégicos ou câmeras de última geração para apresentar o seu melhor. Cada e todo canto é lindo, fazendo você esquecer de ter pensado que para respirar lá  é preciso pagar uma taxa. Sim, é um destino salgado, mas com uma boa pesquisa é possível fazer Fernando de Noronha se encaixar nos seus planos.

Como ir?

A ilha está longe à beça do continente e só duas companhias aéreas fazem vôos diretos para lá. A Gol parte de Recife e a TRIP de Natal e os vôos demoram cerca de uma hora. Raramente aparecem promoções para Noronha, mesmo na baixa temporada. A passagem em média custa 2000 reais, portanto a solução é planejar com antecedência e ficar ligado em sites como ‘Melhores Destinos’ ou conseguir as passagens com milhas.

Forte N S dos Remédios

Forte N S dos Remédios

Quando ir?

Fernando de Noronha é para qualquer data. Alta temporada é de meados de agosto à fevereiro. Sol à beça. Se a idéia é surfar, vale atrasar um pouquinho e ir entre dezembro e março. Em contrapartida, o swell** pode atrapalhar alguns mergulhos. 

A baixa temporada é a melhor época para pleitear descontos. Chove, mas também não dura muito. Vale colocar uns dias a mais no roteiro para curtir a pousadinha em qualquer imprevisto meteorológico. 

Outra vantagem desta época, e se estendendo até outubro, são as melhores condições de mergulho no Mar de Dentro (litoral voltado para o continente).

Fora da alta temporada, a ilha morre à noite. Sem noitadas e os restaurantes fecham bem cedo. Leve isso em consideração.

…um Swell imprevisto atrapalhou meus mergulhos, já pra ele…

**Para que se forme uma onda, é necessário que haja uma perturbação na superfície da água ou abaixo dela. Geralmente, as ondas são criadas pela ação do vento na superfície dos mares. No caso do Swell (palavra em inglês para bombástico, de grande tamanho ou grande elevação) as ondas são formadas dentro de zonas de geração, região onde ocorre a formação de tempestades. Quando isso ocorre, a turbulência destas tempestades impulsiona a superfície criando grandes ondulações que se propagam e podem viajar por longas distâncias, aumentando de tamanho quando o mar vai ficando raso e formando grandes ondas ao chegarem na costa.

Quanto tempo ficar?

Eu fiquei de quarta à domingo aproveitando até o talo do dia da chegada à partida. 5 dias, mas com certeza ficaria mais dois para descansar numa praia ou outra. Mais do que isso também só se você quiser tirar um tempo para esquecer do resto do mundo.

A passagem é cara para burro, portanto separe uma quantidade de dias razoáveis para fazer essa viagem. Quatro dias ou menos vai fazer você voltar insatisfeito, porque há muita coisa para ser vista e curtida.

Onde ficar?

Hotéis e pousadas não são baratas neste passeio, mas com paciência é possível sim encontrar algo que caiba no seu bolso.

Os lugares mais centrais são as Vilas dos Remédios, dos Trintas, Floresta Nova e Velha. Perto destes lugares existem restaurantes e boas praias bem fáceis de se alcançar à pé mesmo.

Com certeza você vai usar taxis, buggies ou mesmo ônibus para realizar alguns programas, mas as distâncias não são longas mesmo que você cruze a ilha, deixando os preços bem acessíveis.

Eu cheguei em Fernando de Noronha no meio da tarde. Tempo suficiente para deixar minha bagagem na minha pousada na Vila dos Trinta e conhecer a pé mesmo o Centrinho da Vila dos Remédios.

Eu escolhi bem de última hora a Pousada Barcelar.  A casa é familiar e bem simples, mas muito confortável. A D. Jussara nos orientou em tudo que solicitamos e o café da manhã é bem farto e gostoso.

Fui em família. Um quarto para quatro pessoas custou R$348,00 por noite.

Pousada Barcelar. Av Major Costa 128, Vila dos Trinta. Tel: (81) 3619 1057  

email: contato@pousadabarcelar.com.br                                                            

Noronha não precisa de ângulos estratégicos ou câmeras de última geração. Qualquer foto parece capa de revista, né não tia Helô?

Taxas a Pagar

Existem duas taxas a serem pagas para frequentar Noronha.

A mais recente é, na verdade, um ingresso para visitar a área do Parque Nacional Marinho. Custa R$ 75 para brasileiros e R$ 150 para estrangeiros e é válida por 10 dias. A concessionária de visitação que administra a ilha é a Econoronha, subsidiária da Cataratas S.A., que presta o mesmo serviço no Parque Nacional do Iguaçu.

A segunda taxa, R$ 48,20 por dia de permanência cobrada ao chegar, intitulada de Taxa de Preservação, não tem fins tão óbvios como sugere o nome, ela não vai para o parque. Ela é incorporada ao orçamento distrital para manutenção “urbana” da ilha; não contribuindo para a verba de manutenção do parque marinho.

Porém, nas vilas onde estão mesmo os nativos e a grande maioria das pousadas, o dinheiro passa longe. Bem ali no centrinho histórico da Vila dos Remédios, o point urbano, as ruas de paralelepípedo estão esburacadas e as estradas de terra secundárias quase inalcançáveis. O povo, o taxista, a D Edilma do restaurante homônimo com um delicioso filé de tubarão e a D. Jussara da Pousada Barcelar foram categóricos em dizer que as taxas para eles também só aumentam e o retorno é zero.

Ambas taxas podem ser pagas pela internet com antecedência ou ao ingressar na ilha. O preço é o mesmo e não acredito que comprá-las com antecedência irá otimizar significativamente seu tempo na chegada.

 

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O Realismo Fantástico de Fernando de Noronha

 

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