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Cash, Pré Pagos ou Cartões de Crédito e Débito?

Como levar dinheiro para viajar voltou a ser uma questão em 28 de dezembro de 2013, quando a alíquota de 6,38% de IOF passou a incidir não só em nossos cartões de crédito, mas também no Visa Travel Money. Na ponta do lápis essa grana faz diferença no orçamento da viagem.

Não há para onde correr, esse percentual significativo para dizer o mínimo, foi aprovada não somente em cartões de crédito, como nos cartões pré-pagos, nos saques realizados no exterior, nas compras realizadas em débito no cartão múltiplo e nos quase extintos travel cheques.

Para viagens curtas, de uma semana por exemplo, o melhor mesmo é levar dinheiro vivo. O mesmo vale naquelas viagens para um ou dois destinos, onde não há muitas trocas de hotéis e você não vai ficar dando bandeira com essa grana de um lado para o outro.

Lembre-se do limite de R$10 mil que podem ser levados sem declaração à receita federal. Cheque também se há alguma restrição por parte do país que será visitado.

A cotação cobrada pelas casas de câmbio para compra de Cash é superior às atribuídas nos cartões pós e pré pagos, elas também são acima do dólar turismo e ainda existem algumas agências que cobram uma taxa de administração para piorar, MAS comprar grana o suficiente para este tipo de viagem ainda sai mais barato.

Somente na compra em espécie, em território nacional, continua com imposto de 0,38%. Bem mais em conta que aqueles 6,38.

Na hora de comprar sua moeda estrangeira, o primeiro passo é dar uma olhada em um ranking no site do Banco Central chamado de VET (Valor Efetivo Total). Ele coloca em ordem as casas de câmbio que oferecem o melhor preço. Os valores referem-se a meses anteriores e as instituições não são obrigadas a praticar os números divulgados no presente, mas já é um ótimo direcionamento.

Para descobrir o melhor preço, basta preencher o formulário do site – compra ou venda, qual moeda, espécie ou cartões e o valor a ser simulado; e voilà, metade do trabalho feito.

Para os pechinchadores, se encontrar diferenças nas opções perto de você, anote os valores no verso de seus cartões e negocie em cima disso. Às vezes os preços podem variar bastante. Procure saber a cotação também no seu banco, muitos oferecem preços promocionais aos seus clientes.

Além de ser a única forma de pagamento aceita em TODOS os lugares, dinheiro vivo torna muito mais fácil pleitear um desconto na compra de um passeio por exemplo.

Outra grande vantagem é que fica muito mais fácil de organizar e controlar gastos.

O problema é a insegurança. Dinheiro perdido ou roubado… já era, não há solução… Não deixe o dinheiro todo junto, distribua no porta dólar, carteira, mala… nada chama mais atenção que aquele bolo de euros e/ou dólares.

Para os paranóicos: Negocie bastante proteção com seu anjo de guarda ou aceite pagar os 6,38% como uma espécie de seguro “BrasilPaísdoTapaAquiDescobriAli”.

Para viagens mais longas, além de um graninha em dinheiro vivo para os primeiros gastos e também para poupar um pouco mais como já foi explicado, os cartões se fazem necessário.

A diferença óbvia está na segurança e na praticidade das transações.

Se você já tem guardado o valor programado para sua viagem, a melhor opção, na minha opinião, ainda é o cartão pré pago.

Eles são aceitos em quase todos os lugares e você pode controlar melhor seus gastos, sem correr o risco de cair no cheque especial ou ter uma surpresa desagradável quando sua fatura chegar.

Com esse cartão você vai pagar a mesma taxa do cartão de crédito, porém com a vantagem de saber a cotação no dia da sua carga e não ficar a mercê da flutuação do câmbio que só é fixada no fechamento da sua fatura como acontece nos cartões de crédito.

Com cartões pré pagos, você também pode sacar sua grana em caixas eletrônicos, sempre em moeda local, mesmo que carregado em outra moeda.

Paga-se uma taxa fixa independente do valor do saque (geralmente de 2,50 referente à sua moeda de carga) e muitas vezes há outros encargos dependendo da rede bancária local. O macete é planejar quanto tirar, para usar este serviço o mínimo possível.

O pré pago ainda permite sacar mais em um dia que o limite do seu cartão de crédito permitiria… bastando ter crédito, né?  (¬‿¬)

Em caso de recarga, ela pode ser feita em menos de 24 horas, através de um DOC ou TED para a corretora. Estando em viagem, esta transferência pode facilmente ser feita através do site do seu banco.

Há quem peça um cartão reserva, o custo é baixo ou nenhum. Em caso de perda ou roubo, um novo pode demorar de 2 a 5 dias para chegar. Eu honestamente nunca levei um reserva, mas vai que…

Importante: Faça seu cartão em casas de câmbio e bancos confiáveis. Este ano traí o Banco Rendimento que nunca me deu problemas para fazer com o Bonsucesso Travel Cash. Resultado: saques que não consegui realizar em caixas eletrônicos foram descontados. O dinheiro foi reposto, mas só quando voltei de viagem… olha que transtorno!

Eu sempre levo meu cartão de crédito para ser socorrido em uma eventualidade qualquer. Fora que ele possibilita fazer reservas em hotéis e aluguel de carro, além de compras de tours e espetáculos com maiores descontos pela internet.

Lembre-se de comunicar ao seu banco o destino e a data de sua viagem para liberar seu crédito fora do país.  Na maioria das vezes isso pode ser feito pelo próprio site do banco ou telefone.

A opção de débito internacional do seu cartão pode ser aproveitada em uma eventual desvalorização da moeda estrangeira entre a data de saída do Brasil e a data da sua compra no exterior. O câmbio cobrado será aquele do dia da transação.

Para donos de cartões de créditos mais fortes, avalie minha opinião, levando em consideração também o acúmulo de milhas, seguro saúde e de compras de seu cartão.

 

 

2 Comentários

    Ana Paula | Em 24/08/2014
  1. Olá Felippe! Parabéns pelo blog!
    Vou viajar para o Peru em setembro e estou em dúvida do que fazer.
    Vou com o cartão desbloqueado e com alguns dólares, mas vc acha que devo comprar a moeda local aqui ou deixo para trocar no aeroporto de Lima?
    Obrigada!
    Ana Paula

  2. Fellipe Archanjo | Em 24/08/2014
  3. Obrigado, Ana Paula, tenho escrito o blog com muito carinho.

    Se não fizer as contas na ponta do lápis, essa questão fica bem pessoal. Coloque em chats de viagem e vai ter várias opiniões diferentes.

    Na minha opinião, já que você tem os dólares – e acredite, lá eles valem bem mais 😉 – e com seu cartão desbloqueado como segurança. Leve o que pretende gastar em Reais. A moeda é super bem aceita lá e você não vai pagar o câmbio duas vezes (primeiro para dólar e depois soles).

    Caso precise sacar dinheiro, faça no Banco de La Nación, é o único que não cobra taxas. Os outros cobram e você só fica sabendo quanto no final da operação. Lembre-se que seu banco brasileiro já irá cobrar.

    Apesar do cenário não ser estático, o câmbio no aeroporto era mesmo melhor que o das casas de câmbio da Pça das Armas quando eu fui.